Sobre a EXPERIÊNCIA de andar bem devagar!!!!! Abaixo algumas impressões:

setembro 25, 2009 at 7:46 pm (Uncategorized)

A experiência vivenciada na aula da sexta feira foi diferente, muito interessante. Foi possível olhar de forma diferente a contrução, identificando detalhes antes não observado. Acabei realizando leitura dos avisos que se encontram nas portas, olhei as pessoas com mais calma, observei o que elas fazem quando fora das salas, achei fantástico. Alguns instantes achei que demorou demais, pois não tinha muito o que explorar, fiquei torcendo para acabar e entender qual o objetivo.

(Sueli)

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Átomo, fluxo, fluido, euforia, agitação
Passa dia, entra noite
Um piscar de olhos na velocidade da luz
Depressa, já é hora!
Carimbo URGENTE.
Monida de controle remoto
aperte o PAUSE, depois SLOW
De dentro, uma porta estreita
De fora, o universo desconhecido
Apresento-lhe extintores de incêndio, câmeras de segurança
olhares curiosos, interrogações
Em meu estado apático
Sussurro de informação (tente mais lentamente!)
Calafrios nas vísceras, a velha borboleta voltou a se apresentar.
Aperta o (FF) preciso chegar em meu ponto final!
O corpo sedentário iniciou sua transgressão
Seres observadores, semblante de curiosidades
Corpo em exaustão.

(Vanessa Ribeiro de Souza)

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Passo a Passo!

A atividade de andar de forma vagarosa foi um dos fenômenos de pesquisa do “indivíduo” mais cruel que participei, nem as intermináveis palestras de minha igreja [que detonava meu psicológico], me fez perceber quem sou, onde estou, aonde vou, como vou, meus limites, atenção, postura, autocontrole, eu percebi que meu corpo não é dominado por mim, por muitas vezes eu tropecei na minha “lentidão” (como parar um corpo globalizado em plena sexta-feira a noite?)… Pois é foi sinistro.

Foi assustador perceber as pessoas agitadas ao meu lado e não poder ser “normal”, me senti um “deficiente”, um marginalizado ou talvez um subversivo dos “normais”… foi curioso… Vi-me no filme “Ensaio sobre a cegueira”, baseado na obra de Saramago. Foi quase um colapso total dos humanos, o limite de controle, o fim do poço, a reeducação de um comportamento criado para ser ágil, o adestramento em estágio avançado. Foi “rápido e caceteiro” na fusão dos sentimentos, algo muito próximo ao “CORE 2 DUO”. Indico essa experiência a todos os mortais em fase de degeneração cotidiana… Foi lindo!

É MUITA AUDÁCIA MINHA QUERER ENTENDER LENINE, DIRIA QUE EU “PERCEBO” O QUE ELE TRANSMITE NESSA MÚSICA… FANTÁSTICO!

Paciência – Composição: Lenine e Dudu Falcão

Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não pára…
Enquanto o tempo
Acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora
Vou na valsa
A vida é tão rara…
Enquanto todo mundo
Espera a cura do mal
E a loucura finge
Que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência…
O mundo vai girando
Cada vez mais veloz
A gente espera do mundo
E o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência…
Será que é tempo
Que lhe falta prá perceber?
Será que temos esse tempo
Prá perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara…
Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não pára
A vida não pára não…
Será que é tempo
Que lhe falta prá perceber?
Será que temos esse tempo
Prá perder?
E quem quer saber?
A vida é tão rara
Tão rara…
Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
Eu sei, a vida é tão rara
A vida não pára não…
A vida não pára!…
A vida é tão rara!…

(Jacson Espírito Santo)

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Fazer uma matéria como essa de laboratório está sendo muito gratificante. A escolha foi feita pelo título, Laboratório de criação. Uma surpresa. Em lugar de livros, fórmulas e análises de casos para se ter pistas para o acesso a criatividade, veio um trabalho voltado para o conhecimento do corpo.
Logo no primeiro momento gostei da idéia, achava que poderia ser um momento lúdico dentro da faculdade, mas no meu caso está sendo uma oportunidade de movimentar o corpo, pois passo pelo menos 12h sentado na frente do computador ou desenhando. Como pretendo trabalhar com animação gráfica de personagens, acredito que será possível entender mais do meu corpo e do corpo do ser humano em geral, para poder
Tenho observado uma evolução gradual individual e da turma enquanto grupo. As células desenvolvidas pelos colegas também puderam demonstrar o ganho desse ponto de vista diferente em relação ao corpo e ao movimento. Alguns colegas que já trabalham com dança por exemplo tiveram que quebrar sua estética, sincronia e ritmo para sentir a possibilidade de uma disritmia, de um movimento não coordenado e livre. Da mesma forma que outros que não tinham proximidade prévia com dança ou atividades que exigem do corpo puderam se libertar, perder a timidez e propor algo para o grupo.
O método e a conduta das professoras também está sendo fundamental para as conquistas individuais e do grupo. A reflexão coletiva das atividades propostas e do que é produzido ao final de cada aula, ao meu ver, faz com que os alunos se sintam cada vez mais à vontade e estimulados para produzir. Também gosto da postura em sala mostrando que o conhecimento é um caminho em duas vias. Desta forma fica claro que o professor é muito mais um orientador do que alguém que está em um pedestal, dono da verdade.
(Camilo Cunha)

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A principio, a realização do exercício surge como um grande desafio, desafio esse que estava diretamente ligado às nossas limitações, frustrações e medos.
Após as orientações passadas pelas professoras, logo senti um grande receio em sair daquele espaço (sala) e ficar exposto a todos os olhares, correndo o risco de ser taxado como “louco”. Aproximando-me cada vez ver mais da porta, minha vergonha e a vontade de desistir, só aumentavam.
Consegui. Em um primeiro momento, fiquei muito travado, pois achei que todos aqueles olhares só direcionavam-se a mim. Entretanto no decorrer do exercício consegui corresponder à verdadeira proposta. Encontrei então ali um equilíbrio não só corporal, mas principalmente psicológico.
Com isso, considero então essas “dinâmicas” como elementos de extrema importância na nossa redescoberta enquanto seres humanos, ou seja, podemos perceber o nosso espaço em outro tempo, tempo este que quase nunca temos diante de tanta globalização e tecnologia; podemos também reparar mais o outro, os seus movimentos, etc.
Por fim, a experiência que obtivemos por meio deste exercício revela-nos a importância de nos permitirmos vermos a vida de outra maneira, em um outro ritmo.

(Vinícius Guilherme De Almeida Oliveira)

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Para mim, a dinâmica de andar em câmera lenta foi um pouco não muito agradável logo no começo, pois me senti um pouco envergonhado no começo da dinâmica com as pessoas que estavam no corredor, mas ao longo do exercício eu notei que tudo foi fluindo naturalmente.
Eu pude observar o jeito que eu me movimentava na malemolência, o jeito que meus pés tocavam o solo, sentia cada dedo dos pés tocando um a um até chegar ao calcanhar e eles ficarem totalmente espalmados no solo frio e empoeirado. Também pude notar os outros colegas, os movimentos, as expressões de cada um e também as pessoas que nos assistiam e ficavam meio que se perguntando o que estávamos fazendo; inclusive no momento que eu passei na frente da sala ao lado, os alunos apresentavam um seminário e todos pararam para nos observar e até abriram a porta para entender o que estava acontecendo ali.
Depois no segundo momento que foi um dos mais interessantes na minha opinião pelas cenas que apresentamos, inclusive me surpreendi comigo mesmo, pois conseguir vencer um desafio de poder fazer minha performance sem a música que para mim seria fundamental, mas que agora eu já consigo enxergar com outros olhos.
Contudo, esses dois momentos da aula de ontem, foi como um curso de “Extensão” para nós, tendo como ponto principal a idéia de alto monitoração de seus movimentos, e a idéia de localização de espaço/tempo.

(Daidimacs Sivla)

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